Vista, através de uma janela do museu, da fachada da Maison de Tante Léonie, com uma família de visitantes diante de um retrato de Marcel Proust e de um quadro

Marcel Proust — Illiers-Combray

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« …tout Combray et ses environs, tout cela qui prend forme et solidité, est sorti, ville et jardins, de ma tasse de thé. »

Um lugar de memória

A casa onde Marcel Proust
imaginou Combray

Em Illiers-Combray, numa casa de pedra rosada com caixilharias azuis, o jovem Marcel Proust passou as férias da infância entre 1877 e 1880. A casa dos seus tios, Jules e Élisabeth Amiot, tornou-se, na sua imaginação, a casa de « tante Léonie » — personagem central de « Combray », secção inicial do primeiro volume de À la recherche du temps perdu.

Transformada em museu no final da década de 1960 e aberta ao público em 1972, a Maison de Tante Léonie é hoje reconhecida como « musée de France » e foi integralmente restaurada entre 2022 e 2024. Recebe todos os anos milhares de visitantes, que aí reencontram os lugares e as cenas do romance: o quarto da tia, a lanterna mágica, a sala de jantar com os pratos pintados e os jardins imortalizados por Proust.

A Maison de Tante Léonie é « de certo modo, a melhor introdução possível ao romance que se possa imaginar. Entra-se na casa, visita-se e lê-se À la recherche du temps perdu de um só fôlego, sem parar até Le Temps retrouvé ». — Antoine Compagnon

Fachada da Maison de Tante Léonie vista do jardim
A Maison de Tante Léonie, Illiers-Combray
« …l’odeur et la saveur restent encore longtemps, comme des âmes, à se rappeler, à attendre, à espérer, sur la ruine de tout le reste, à porter sans fléchir, sur leur gouttelette presque impalpable, l’édifice immense du souvenir. »

Marcel Proust — Du côté de chez Swann

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